terça-feira, 4 de agosto de 2009

VOLTA ÀS AULAS

Pai Deus havia marcado um encontro com Mãe Gaia para que colocassem a conversa em dia sobre Suas criações e as peripécias executadas por estas. Após algumas goladas de café e muita conversa jogada fora, decidiram comer alguma coisa, mas não nada de Suas antigas criações, que haviam sido aperfeiçoadas pelo Homem, criação conjunta. Mas sim alguma coisa nova. Depois de muito pensarem, Pai Deus diz:
– Que tal o Peixe-Assado-de-Forno?
Mãe Gaia sorri com os olhos:
– Ora, mas por que não?
E, Juntos, fizeram o Peixe-Assado-de-Forno.
Após provarem, concluíram que o sabor estava muito além do esperado. E decidiram criar algo como complemento ao Peixe-Assado-de-Forno.
E, novamente, juntos pensaram e pensaram.
Mãe Gaia levantou-se estalando os dedos:
– Sim, o Feijão-com-Arroz-de-Aniversário!
Pai Deus vibrou com aquilo e, dando as mãos à Mãe Gaia, e criou, junto à Ela, o Feijão-com-Arroz-de-Aniversário. Ao provarem, novamente o júbilo. E pularam de alegria ao anexarem o Feijão-com-Arroz-de-Aniversário ao Peixe-Assado-de-Forno – e somente ao imensurável intelecto e sabedoria dos Dois que aceitaram que haviam criado tal iguaria.
Mas ainda faltava algo. Algo que completaria tudo. Ao estarem na metade de um caldeirão no qual facilmente caberia um tubarão-baleia, Pai Deus e Mãe Gaia Se entreolharam e chegaram à conclusão final:
– A Farofa-de-Acompanhamento!
E Juntos fizeram a Farofa-de-Acompanhamento. Anexaram-na aos já criados Peixe-Assado-de-Forno e Feijão-com-Arroz-de-Aniversário. E, Se fossem o Homem, teriam sido violentamente tomados pela Gula, devido ao sabor indescritível de Sua criação conjunta.
E, jogados na grama com as barrigas devidamente forradas, olhavam o céu, brincando de fazer coisas com as nuvens para que o Outro adivinhasse, principalmente aquelas que o Homem ainda levaria incontáveis e incontáveis e incontáveis anos para pensar em começar a pensar, Mãe Gaia perguntou a Pai Deus:
– Como chamaremos essa tão ímpar iguaria?!?
E Pai Deus se apóia em Seus joelhos, contempla sua frente e vira o rosto para Mãe Gaia e, muito calmamente e com algo próximo a um cinismo em Sua voz, retruca:
– Você sabe muito bem como chamaremos isso, não é, Mais-Linda-das-Meninas?
Ela, mesmo com o rosto quase totalmente coberto pelos cabelos encaracolados, responde com o mais belo dos sorrisos:
Gororoba-Suprema-do-Malafaia.”






“Chegou a hora de recomeçar!”
– CPM22, “Não Sei Viver Sem Ter Você”, do álbum Chegou a Hora de Recomeçar, de 2002

Após chegar da FIBRA, tomar um bom banho e dar aquela brocada melhor-do-planeta, cá estou eu, fazendo esta postagem do dia.
Pois é, férias over, aulas no Ensino Superior again. Em nossa boa e bela língua mater: as férias acabaram, a correria do Ensino Superior voltou. AINDA BEM, PORRA!
Não que as férias não tenham sido do caralho, porque foram e se foram! Caralho, fazia um certo tempo que eu não pirava tanto em férias de julho como eu pirei esse ano. 2006, pra ser mais exato. ‘Tá certo que num foi piração hardcore que nem naquele ano, mas foda-se isso. O que deu o gosto mesmo dessas férias foi que, como já passei em (duas) Instituições de Ensino Superior, não tive que ficar me remoendo pensando: “caralho, a partir do mês que vem vou ter que voltar a estudar pra prova da Federal!” Hááááááááááááááá!!!!!!!!!! Fuck off, Vestibular! Malafaia wins!

Até agora o que está definido em horário da FIBRA é Língua Portuguesa II nas quatro aulas da segunda-feira, que serão ministradas por Frau Ângela Maria Pereira, que havia sido nossa professora da disciplina Leitura e Produção de Textos Literários no primeiro semestre. Não foi todo mundo que eu esperava que fosse (como o Maurício, a Andréa e o Rafa), mas o Andrey (Aragão) foi, então ‘tá tudo bem.
‘Bora ver o resto da semana agora!



[só pra constar: Quarteto Fantástico escrito pelo Mark Millar e desenhado pelo Bryan Hitch (a mesma equipe principal de criação de Os Supremos) É-MUITO-DO-CARALHO!]




‘til morgen!

Um comentário:

  1. Fala Malafaia.
    Vou estar amanhã a tarde na UFPA ministrando uma palestra sobre RPG no Centro de Letras.
    Dá uma passada lá
    Um abraço

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