sábado, 18 de setembro de 2010

*frustração e emputecimento*

“O tradutor deve saber decodificar as convenções próprias do gênero a que pertence o texto original e saber utilizar as próprias do gênero na língua e cultura de chegada, quando essa for a finalidade da tradução”.
– Hurtado Albir, Tradução e tradutologia. Introdução à tradutologia, 2001

Quando eu sobe da matéria/oficina de Herr Pressler sobre Tradução, não vou dizer que não fiquei feliz-para-caralho. “FINALMENTE, PORRA!!!”, pensei comigo mesmo.
Aí, lá vou eu, achando que seria aquela coisa lá da FIBRA (ou algo similar/próximo) devido ter o lance de tradução. Todavia, sendo ministrada pelo professor que é, cri eu que seria Teoria da Tradução em *modo voadeira mode on* mais Teoria Aplicada à Tradução...... PORRA NENHUMA! É só Língua Alemã e processos de leitura e compreensão de textos neste idioma em si. (E, quando eu fui falar de Teoria da Tradução, ele ainda me olhou com o maior carão deste mundo e o pessoal da sala ficou puto comigo!)


“Não vejo nada, e o que eu vejo não me agrada”
– Engenheiros do Hawaii, “A Promessa”, do álbum Simples de Coração, de 1995

[suspiro profundo] E, sim, eu fiquei FUDIDAMENTE e MALDITAMENTE FRUSTRADO com tudo isso, quando enfim concluí no que tudo resumir-se-ia, a ponto de ficar realmente mal com a coisa toda. Eu TINHA que FALAR com alguém sobre isso, e como Herr Jennerjahn estava lá.....
Ele me ouviu e disse que eu tinha que falar diretamente com Herr Pressler sobre isso. Creio que o farei.

Mas......
É fato indubitável e inegável que Herr Pressler é um excelente professor... na sua área de Literatura. E não está deixando a peteca cair no que está se propondo a fazer, pelo menos em parte.
E eu crendo que ele falaria de Teoria pesada, Bassnett, Ottoni, Catford e Jakobson (esse não pode faltar junto com a Bassnett e o Catford) e outros cânones e aplicá-la-ia....... Crendo eu que ele dispor-se-ia a falar O QUE é tradução, PORQUÊ traduzir e QUAL é a MISSÃO do tradutor em si, inspirando a todos em classe a serem tradutores, tal como Herr França e Frau Matar fazem na FIBRA com uma disposição e empenho e garbo ímpar.... Qual o quê!
Por Mãe Gaia! E que Ela me perdoe por minhas palavras! Eu não quero ser um tradutor mecânico tal como ele está induzindo os outros a sê-lo. Isso NÃO É tradução. NÃO é que eu me dispus a fazer quando escolhi ESTA tarefa como minha!


É, eu ‘tô puto mesmo. Puto. Frustrado. Azedo.
E eu preciso de uma dose e de um tragopra ontem.




Todavia eu apenas esteja sendo muito radical e casca-grossa mesmo. Talvez esteja acontecendo a mesma coisa de viking radical de cabeça fechada e a mente estreita?!?. Ou seja: meu radicalismo e minha casca-grossidade (!!!) não estão me permitindo ver as coisas de um jeito mais amplo e coerente do jeito que a situação pede.
Isso ainda vai acabar me matando.








“Comendo com farinha”: Tolkien – Uma Biografia, do inglês Michael White. Editora Imago, 2002, tradução de Alda Porto, 306 páginas. O.k. Prefiro nem falar nada, uma vez que sou supermegahipersuspeito pra falar QUALQUER COISA de John Ronald Reuel Tolkien e sua obra. Só o que posso dizer é: “Você lê Tolkien? Então ‘cê tem a OBRIGAÇÃO de ler esse livro!”
E mesmo com todos os erros de revisão e digitação (acreditem, negada – não são poucos), parabéns à Imago por ter trago ao Brasil no meio tempo entre SdA: A Sociedade do Anel e SdA: As Duas Torres foram lançados no cinema! Talvez os erros já citado devam ser causados pela pressa pra ser logo lançado na esteira dos filmes (não duvido nada!). Sendo assim, a editora, caso ainda possua os direitos, tem a obrigação de lanar uma edição revisada da obra para agradar os fãs e mostrar aqueles professores metidos de literatura que subestimam e olham torto para literatura fantástica (é, estou falando justamente daqueles de Ensino Médio e cursinho, e mais alguns de universidade que eu conheço muito bem – inclusive uma dita cuja lá da UF que NÃO SABIA que a ESCANDINÁVIA fica na EUROPA! *tenso*).





*porre de sono mode on*

inté o próximo post!

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