quarta-feira, 10 de novembro de 2010

600!

“‘tô descendo a serra
cego pela cerração
salvo pela imagem
pela imaginação
de uma bailarina no asfalto
fazendo curvas sobre patins

‘tô descendo a serra
cego pela neblina
você nem imagina
como tem curvas esta estrada
ela parece uma serpente morta
às portas do paraíso

o inferno ficou para trás
com as luzes lá em cima
o céu não seria rima
nem seria solução
um dia de cão
um mês de cães danados
ordem no caos
olhos nublados
um cão anda em círculos
atrás do próprio rabo

um dia de cão
um mês de cães danados
ordem no caos
olhos cansados
não há nada de novo
no ovo da serpente”
– Engenheiros do Hawaii, “Descendo a Serra”, do álbum Várias Variáveis, de 1991

Em de abril deste ano, foi publicada a 500ª postagem deste blog.
Hoje, 10 de novembro de 2010, está sendo publicada a 600ª postagem deste blog.

Eu devia ficar superempolgado com esta postagem, só que como acabei de descobrir há menos de meia hora que a prova de proficiência que eu achei que teria quem fazer segunda próxima foi segunda-feira última (08.11), às 15:30, eu fiquei muito feliz de saber que tomei no cu DE NOVO nessa matéria! Muito do caralho pra num dizer o contrário......



Acho que deve ter um milhão de pessoas – fora as já de praxe, tal qual meine Mutter, Raquel, Márcio e todo o resto que, volta e meia, estou sempre citando por aqui – a quem eu deveria mandar aquele “Hail, Hail” tamanho MONSTRO de sempre (como se eu tivesse feito isso mesmo nas postagens n.º 100, 200, 300 e 400, há, há, há). E, caralho, são tantos nomes que, com exceção da Virgínia, do Tail, da Uslar, da Cass e de Herr Arnegger, não sei nem quais colocar depois.
Só posso dizer que, caralho, eu nem preciso dizer o quanto eu sou grato a vocês por terem me feito passar muitos dos melhores momentos que passei de abril pra cá.
[nota: eu disse em Abominável Mundo Monstro que postaria as letras de todos os álbuns dos Zumbis do Espaço! e, antes do final deste mês, as disponibilizarei ta, como os álbuns em questão!]




E falando em Virgínia:

“Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...”
– Adriana Calcanhoto, “Vambora”, do álbum Marítimo, de 1998

Vergonha pro meu focinho. Hoje é aniversário da minha garota e eu não tenho UM PUTO pra comprar coisa alguma pra ela. Ach, uma merda mesmo.
Ao menos, eu escrevi, eu esbocei este poema nas aulas de quarta e quinta-feira de CPA4 da semana passada. Ainda tenho que mudar uma ou outra coisa, mas espero qu’ela curta.


[sem título]
[falta terminar]
EU não fico triste, e, sim, fudidamente deprimido;
Não fico com raiva, todavia insanamente louco da vida;
Não remôo mágoas, sou um triturador e um liquidificador ligado no máximo;
Não penso, meu cérebro trava em si mesmo sobre um determinado assunto;
Eu não me apaixono, me entrego como um todo sem divisão de partes,
Perdido e encontrado, desconstruído e na condição de uma estátua de titânio e bronze;
Em queda livre como um bebê de metal sendo parido de uma Memphis Belle
Com os átomos sendo separados em um processo previamente estruturado quando a pele entra em contato com o solo.
Eu já consegui o que queria: você.
O que vier em conseqüência, com provável exceção de filhos, me é lucro indubitável
E, quando me falastes aquilo, eu fui engolido por tristeza e pesar sem tamanho
Com tanta raiva a ponto de particularizar um prédio de cem andares
A nível de minha mágoa ferver uma caldeira industrial.
Todavia, todavia só de te ver outra vez e ter seus radiantemente castanhos somente para mim,
Sou tomado por uma alegria capaz de implodir de modo instantâneo uma megalópole.
E somente ao ter seu abraço de princesa unigênita e seus beijos comparados aos da arqui-inimiga de Fëanor,
Sou inflado por júbilo e satisfação suficientes para iniciar o funcionamento de uma Estrela da Morte.
Mesmo você me considerando seu cavaleiro trajando armadura e espada e lança e escudo, cavalgando corcel paramentado para a batalha
Não me culpe e nem me condene por não poder ter como te salvar do dragão que te tem em dentes.
A mulher que escolhi para me deixar ditoso não deve se considerar inferior e, acima de tudo e de modo algum, não-especial.

:: para Virgínia do Socorro Costa Cunha ::
:: do 1º ao 13º versos: Compreensão e Produção em Alemão 4, 03 de novembro de 2010, Herr Sigurd Jennerjahn ::
:: do 14º ao 20º versos: Compreensão e Produção em Alemão 4, 04 de novembro de 2010, Herr Sigurd Jennerjahn ::




Agora deixa eu ir à CEG e, mais tarde, à casa da Mulher-Que-Escolhi-Como-Minha!!!!!

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