terça-feira, 30 de novembro de 2010

PARECE COISA PEQUENA MAS NÃO É.......

Ouvindo no último volume: faixas intercaladas dos três primeiros álbuns do MetallicA, Kill ‘em All, de 1983, Ride the Lightning, de 1984, e Master of Puppets, de 1986.

Fazem umas duas semanas até, por aí, que isso aconteceu.
Por mais incrível que possa parecer, um certo dia, lá pelas seis e sete da noite, que eu estava em casa, liguei a tv e comecei a zapear canal pra matar tempo enquanto tomava um pão com café.
Eis que vejo/encontro, no 47 (aqui na Região Metropolitana de Belém, 47 é o canal da Rede TV!, sim, aquele canal da Luciana Gimenez onde não tem nada que se aproveite! [algo cada vez mais comum na televisão brasileira, excetuando-se a Cultura, atual Rede Brasil]), um desfile de um monte de tesudas maravilhosas só de biquíni (biquíni ainda é aumentativo pro que elas tavam usando!). E eis que aparece a mais maravilhosa delas, que só faltava explodir de tanta gostosura (valeu pela nov’adição ao meu léxico ao me referir à mulheres lindas, Marco!) sendo entrevistada por uma branquela de cabelos e olhos castanhos, tão linda quanto a... deixa eu ver... tão linda quanto aquela apresentadora do Jornal da Band que passa às sete da noite (esqueci o nome dela agora, mas que ela é linda, sem dúvida!).
Eu não lembro o nome da cavala maravilhosa que estava sendo entrevistada (grande merda, eu tenho aqui no PC um caralhal quase interminável de fotos de cavalas maravilhosas – pegas n’Orkut – explodindo de gostosas cujos nomes nunca vou saber mesmo), mas tenho certeza que o nome da repórter eu nunca vou esquecer.
Aline
(mas “Aline” é um nome comum – tem até música dos Los Hermanos com esse nome [sim, do álbum Pierrot, de 1999, o début deles])
mas Aline MALAFAIA, duvido que seja um nome difícil de esquecer.

Dia seguinte, na CEG, fico fuçando no Deus Google (acho até que foi o dia que meu livro foi para o Incrível e Fantástico Maravilhoso Reino do Beleléu – ver postagem de ontem) o sobrenome Malafaia primeiro em “Imagens” e depois em “Web”. Tenso pra porra.
(*narcisismo mode on*: pra me achar no Google, basta digitar meu nome completo [ver resultados clicando aqui] ou Quilômetros-a-Pé [ver resultados clicando aqui] ou simplesmente “Malafaia UFPA” [ver resultados clicando aqui] *narcisismo mode off*)
Por quê “Tenso pra porra”? Deve ser porque praticamente todos os resultados na Web encontrados indicam pra “parentes protestantes”, conseqüentemente, “cristãos”. “Fudeu-se. Agora fudeu-se. Se bobear, eu devo ser o único Malafaia não-cristão no BRASIL INTEIRO, uma vez que todos os resultados aqui são relacionados à Malafaias de alguma comitiva de desocupados congregação evangélica”. Quando não é sobre o Silas (falarei dele mais à frente), é sobre algum pregador ou cantora (por Gaia, todas as cantoras que compartilham o sobrenome comigo são lindas e conseguem cantar pior que [escolha uma cantora para colocar o nome aqui]). O que tem de cantora e pregador que eu vi/encontrei no Google Imagens, Odin que me guarde, é uma coisa!
Simultaneamente, estava eu no MSN, falando com Uchiha-kun e proseei o mesmo com o Palavras-Prateadas na última visita que fiz a este sobre esta situação, meio que brincando, sobre o baque que vai ser a este pessoal quando aparecer algum livro meu de poesias e/ou contos no cenário literário brasileiro. “Um Malafaia NÃO-CRISTÃO? Como pode?” e coisas similares.
Como diria a eternamente sábia Rê Bordosa, “eu não vim pra ser a cura, vim pra ser a doença”.

Parece engraçado. Nós rimos bastante com a coisa. Mas não é engraçado.


Uns anos atrás passados, estava eu na casa do Elias fazendo só-Gaia-sabe-o-quê-porque-eu-não-lembro e a mãe dele me chamou pra ver uma pregação dum vagabundo explorador de almas não-esclarecidas pastor que ela estav’assistindo. Hum-hum. Quem era? O Silas Malafaia. Ok. “Vamos ver quem é esse......”, pensei.
Eis que o dito estava falando sobre o abuso de direitos que os homossexuais exigiam para si só porque eram homossexuais, exigindo processos sobre quem os desrespeitasse por causa de sua opção sexual.
O.k. de novo. Eu nunca fui a favor mesmo dessa merda dos caras exigirem serem maiores do que os outros só porque tem outra opção sexual contrária a do “status quo” (e eu sou heterossexual convicto, antes que algum idiota me pergunte – só porque faço piadas de cunho homossexual com meus pariceiros do Canteiro não significa que eu seja homossexual). Por Gaia, o Renato Russo enchia o saco, em suas entrevistas, dizendo que somente os homossexuais sabiam das coisas e que eram os verdadeiros sensíveis e toda essa merda. Claro que eu ficava puto – e ainda fico puto por causa disso (o quê? você achou que eu ia concordar com 100% do que ele fala sobre qualquer coisa, ainda mais nas entrevistas dele? se enganou feio!). Eu compartilho da idéia – na qual acredito de todo meu coração – de que todos devem ser respeitados e se fazer ser respeitados independentemente de cor, etnia, nacionalidade, sexo, opção sexual, escolaridade, profissão, classe social, time de futebol e orientação político-ideológica (sim, e em credo religioso também, só que em um grau bem pequeno comparado aos pré-requisitos anteriores). Eu conheço um zilhão de homos, mas isso nunca vai significar que eu concorde com essa cagalhada de eles quererem se proclamar os senhores da cultura e do direito só por causa de sua orientação hormonal. Por Crom, Mitra e Odin, já temos que agüentar os semitas fazendo isso! (e não, eu NÃO sou anti-semita, mesmo tendo bons motivos para sê-lo, o que não vem ao caso agora).
Vendo isso, eu até que gostei do que o puto falou. A priori. Um dia, em casa, sei lá pronde porra eu ia, só sei que tive que acordar cedo (não sei se tinha mesmo que acordar cedo ou se estava chegando em casa da esbórnia) e acabei sentando pra ver uma pregação dele. E não é que fiquei só estupefatamente puto da vida com o que vi?
Eu não presto e não sou flor que se cheire. Fato. Mas não fico espalhando por ai minhas crenças e dizendo/explicando por A + B porque estão certas (algumas vezes, só quando alguém “pede”, diga-se logo). Mas ele, caralho. [suspiro profundo]
Prefiro nem comentar, vão ver vocês mesmos e tirar suas próprias conclusões. É gente como ele que me faz muito feliz em não ser mais cristão. Não sei se a dialética dele mudou daquele tempo pra cá, mas é certo que prefiro nem saber. Tenho/nutro uma dúvida crudelíssima em saber se aquilo tudo é opinião pessoal dele (porque, se for, *muito medo dele mode on*) ou se tudo isso está naquele livro que ele mais um sem-número de pessoas insistem em tomar como verdade não somente para si mas inclusive para o resto do mundo que os cerca, porque se fosse somente para eles, não têm problema algum. Bem que todos eles podiam ser cabeça-fria que nem o Palavras-Prateadas que, mesmo professando sua fé, não incomoda terceiros com a mesma. Acredito que o mundo seria um lugar muito melhor com isso. [Ele (Palavras-Prateadas) é foda (não seria meu Irmão Lobo se não o fosse, é claro) justamente por isso – por saber quando ficar calado e saber o que dizer quando abre a boca. Não somente, ele não somente seu livro, mas um monte, ampliando assim seus horizontes e pontos de vista. Só pr’ocês terem uma ideia, o A Arte da Guerra e o O Livro do Tao são alguns dos livros de cabeceira dele. Estrategicamente falando, ele luta em mais de uma frente. E, bem, chega de puxar saco.]
E antes que eu me esqueça de dizer ainda neste post porque me é deveras relevante inclusive, também prefiro imensamente que as pessoas, ao me conhecerem pessoalmente, PAREM DE ME ENCHER O CARALHO DO SACO, me perguntando se sou parente dele e se pretendo ser pastor que nem ele. “Porque ele é abençoado pela Graça de Deus por falar todas as coisas maravilhosas que ele fala, blá blá blá......” Por favor, meninos e meninas, não me deixem mais puto com isso do que eu já sou.
Já leu Contato, do Sagan (eu falei deste livro em Nada de Novo Por Aqui, de domingo último)? Tem um personagem que é a cara dele, o Billy Jo Rankin, que é quase um Silas Malafaia esculpido em carrara. E, ontem, indo descascar um abacaxi relacionado ao meu RG, vi numa banca de revistas, uma revista com a cara dele na capa. Não deu pra não pensar:
“Sim, tem um cara que vai se fuder quando eu aparecer na mídia, com minha ‘obra literária’. Considerando o poder que essa família tem no meio evangélico nacional, ainda mais no eixo Centro-Sul...... Os caras vão tremer na base (será?) quando lerem o que escrevi e... Esse cara sou eu.”
Acho que será uma coisa bem “seja como nós ou tome no cu” “alie-se ou padeça” (tomara que não!). Aceitá-los e recusar/renegar toda minha criação nerd-literária OU permanecer fiel a mim mesmo e a todas as pessoas que amo e tenho como heróis e heróinas que têm seus pés de barro?

Eu lembro do que Gaia disse a Voz-de-Luna: “Renegue a Mim e eu não te amarei menos”.



Dilemas morais servem pra deixar o cara neurado.
Hora de aprender a jogar xadrez porque klaivaskar não vai resolver.


“Sou brasileiro errado
Vivendo em separado
Contando os vencidos
De todos os lados ”
– Legião Urbana, “Petróleo do Futuro”, do álbum Legião Urbana, de 1984

3 comentários:

  1. Depois de ler sua postegem e de levemente sentir meus escrotos pesarem...assim com sangue e em concordância cada palavra sua..sábio como sempre..gaia te ilumine!

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  2. Vc é armagurado e revoltado com o mundo e com Deus. Vc deve ser dessas pessoas que não trepa e nem sai de cima. Seja sábio e cala a boca.

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  3. vC NÃO É NINGUÉM, MAS JESUS PODE MUDAR SUA VIDA!

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