segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

MAIS UM DIA POR AQUI

“Mais um dia por aqui, mais uma noite sem dormir”
– Matanza, “Mais Um Dia Por Aqui”, do álbum Santa Madre Cassino, de 2001*

São duas e quinze da tarde e fazem praticamente três dias que não saio de casa pra lugar nenhum. Lugar nenhum MESMO! Nem pra casa do Sussurro-do-Amanhecer-Nublado, que fica praticamente defronte à minha. Estes dias do ano estão me proporcionando uma experiência nova: ficar enclausurado em casa por causa da minha pira, só comendo, dormindo, lendo e vendo filme e postando nesse blog. Acho que nunca tomei tanto refrigerante em dias que não são festivos. E olha que ainda ‘tá longe de terminar. Eu já tô com uma barriga canalha (ver abaixo). Não quero nem ver no final das férias como vai ficar.


Os meus planos de hoje estavam basicamente resumidos a ir à casa da Maga-chan depois de resolver a presepada cuns meus óculos depois de passar aquele pano na casa. NÃO-VAI-ROLAR.
MOTIVO: mamãe está na minha antiga Base de Operações no Lado Negro da Lua (i.e.: meu velho quarto que agora é dela). Só que, com a nova reforma da casa, tiraram a grade e ainda não colocaram outra. O.k. De ontem pra hoje, lá pela uma da matina, estava eu no meu quarto, de porta aberta, rachando o bico com The Big Bang Theory (danke schön, Trilha-de-Sangue) quando ouço aquele estrondo fudidamente violento de vidro sendo partido. Não pensei duas vezes porque, pra mim, só havia uma coisa a se concluir: “Pronto. Quebraram o vidro e entraram no quarto da mamãe. Fudeu!”
Fui até à porta e dei de cara com Raquel saindo do quarto dela, puxei-a para dentro do meu, fechei a porta, apaguei a lâmpada, desliguei o PC direto da tomada e dei o celular pra ela ligar pra polícia. Isso tudo em menos de um minuto! Até que mamãe bate à porta e o coração vem à boca. Depois de quase um minuto, eu decido abrir e ela estava sozinha mesmo (Graças a Gaia!).
Era só o apoio do espelho do banheiro que havia se rompido e, conseqüentemente, ele ter ido ao chão, se partindo. Mas como saber? Como eu disse: “janela de vidro sem proteção”. “Muros e grades”**, não esqueçam.
Claro que ficamos hipermeganeurados com isso. Claro que não consegui mais dormir. Só fui ficar offline mesmo – tanto por causa da minha neuração quanto por causa da minha pira, que ‘tav’ardendo pra caralho – praticamente ás seis da manhã, quando já estava claro (“já era claro, era quase dia / ela pareceu, parecia tão sozinha / parecia que era minha aquela solidão”***). Ao acordar, pronto. Uma e meia da tarde e agora que terminei de almoçar. Digitando e mastigando. Típico do Quilômetros-a-Pé.
A verdade é que eu sempre fiquei neurado com aquela janela sem grade. Porra, era a MINHA Base de Operações no Lado Negro da Lua, e eu tinha que me sentir seguro nela, né? Segurança agora, só quando tiver uma grade lá. Acredito que isso seja um sinal pra agilizarmos logo isso.
Será?


Acho que dá tempo de ver a versão extendida de OSdA: A Sociedade do Anel antes de ir ver a Virgínia! (*TOMARA!*).

Já terminei A Revolução dos Bichos e ontem mesmo, enquanto via Stardust (muito bom, muito bom) no meu Home Theather (ver abaixo e riam!), ainda comi o Ubik, do Phillip K. Dick, de 1969, com farinha e agora vou terminar comer a antologia completa das crônicas do Nelson Rodrigues, A Vida Como Ela É..., publicado pela Agir em 2006. Eu falei deste (livro) em Amigos + RPG + Namoro...... só falta a bebida e o rock and roll.



* Este ano, o Santa Madre Cassino, primeiro álbum do Matanza, completa 10 anos.
** “Muros e Grades”, Engenheiros do Hawaii, Várias Variáveis, 1991.
*** “Piano Bar”, Engenheiros do Hawaii, Várias Variáveis, 1991.

Inté!

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