terça-feira, 1 de março de 2011

EPEL 2011: REPORTE!

E então que se volta vivo do Encontro Paraense de Estudantes de Letras de 2011. Sinceramente, eu gostaria muito de dizer que foi uma das melhores viagens da minha vida.
Não foi.

Eu amo meus amigos que estavam lá comigo, mas aconteceram umas presepadas TENSAS DEMAIS que complicaram bastante as coisas (umas delas provocadas por mim, diga-se logo).

Mas, em contrapartida e “pra equilibrar a Força” (e depois eu que sou meganerd, né, Jean?), eu conheci muito nego gente fina, de verdade. Gente que vai no meu coração pra sempre depois disso. Um grande „Heil, Heil!“ pra vocês todos!


24.Fevereiro.2011 – Quinta-feira.
É, eu fui de carro com o Tail, dormi na casa dele porque ia ser foda sair de madrugada de casa pra ir à dele pra enfim viajarmos. Viagem longa, negada. Falamos um moooooooooonte de coisas, mas volta e meia, ficávamos calados, procurando assunto porque não tinha mais. Nesse momento, eu digo que seria melhor mais gente ir conosco na caranga dele. (Ouvindo na viagem: Dido, The Offspring).
Na estrada, perguntamos “só” a Deus e ao mundo se estávamos MESMO no caminho certo para Bragança. Estávamos NEURADOS, achando que estávamos perdidos e/ou na estrada errada. Agora é engaçado – no momento, não era. Definitivamente.
Em Bragança. Primeiro fomos ao campus da UF de lá, mas no fim o credenciamento era no campo de concentração alojamento do pessoal que não era do município do evento (não sabíamos disso [que o credenciamento do evento era no alojamento do pessoal], penamos pra achar a UF perguntando, perguntando, achamos o campus e, lá, graças à duas filhas das cidade, achamos o alojamento). E, sim, foi ÓTIMO (re)ver todo o povo da UFPA. Era como se estivéssemos em casa. Foi do caralho e altamente confortante ver caras conhecidas e queridas. Uma grande reunião de matilha, há, há, há.
Eu não lembro o nome da escola onde ficamos alojados. Mas ver o pessoal reunido nas salas de aulas que improvisaram como quartos do jeito que estava, parecíamos mais um monte de desabrigados com casas destruídas por uma enchente, tornado, chuva, deslizamento de terra, etc, blá, blá, blá. Foda-se, era fila pra tudo: pegar comida, tomar banho, lavar louça (tema tenso que vou falar mais à frente). Como eu disse pro Alan: “agora acho que começo a ter uma idéia como os judeus se sentiam em Auschwitz”.
Almoço que é bom quando chegamos lá o caralho. Tivemos que apelar pra pão e salsicha e queijo prato, mais um refrigerante. Depois toma-lhe-te cigarro e álcool em cima (não, Tail não fuma, mas certamente não se pode dizer o mesmo de mim, do Jean, do Neutão, da Giselda, do Alan, do Muitas-Garras, do Charles, do Robson, do Rubens e da Suellany [adorei ter te conhecido]). Depois toca pr’um balneário doido aí que indicaram pra gente. De verdade. Eu lembro que cheguei lá e que agitei bastante. Depois teve um momento que acordei no chão do banheiro masculino do alojamento (que as mulheres também usavam porque tinha box e o delas não – acreditem, isso foi uma grande merda do caralho) com o chuveiro ligado na minha cabeça. “MAS QUE CARALHO EU ‘TÔ FAZENDO AQUI?!?” É isso que dá beber no primeiro dia como se não houvesse amanhã. Acordei à noite mesmo, completamente fudido e vivo no piloto automático.
Dormir foi uma coisa. Não que eu me incomode com gente roncando perto de mim porque eu também ronco pra caralho. Mas foi uma verdadeira corrida de motores – eu, Tail, Harley e Dred. Se eu me incomodo com o fato das pessoas ficarem putas da vida com isso? Você fica incomodado quando dá a descarga? Então...


25.Fevereiro.2011 – Sexta-feira.
Primeiro dia de apresentação do trabalho e estávamos a mil. Eu, Jean e Tail estávamos pilhados e ansiosos com aquilo tudo. Eu não via a hora da coisa começar. Conheci umas gurias de Portugiesischsprach e até que me entrosei marromenos com elas (Joanne, Edilaine, Nanda e Andréa). Falando a verdade, conheci gente pra caralho. Entretanto, poucos valiam a pena mesmo (Raimundo, Suelanny, Rafael, Gabrielly, estou falando com e de vocês).
Tem gente que eu via sempre zanzando lá pela UF mas não dava a mínima importância. Foi neste evento mesmo que descobri quem são (Camila, Cris e Fabíola, estou falando com vocês) e que são até legais e tratáveis (mesmo considerando o fato de que praticamente todo mundo é legal e tratável se eu for o ponto de referência). Sem comentários pra comida – viva o cartão de crédito.

O trabalho. A conversa do dia:
[rapaz que estava assistindo o trabalho]: Você acredita que eles existam?
[resposta do ministrante do trabalho]: Me desculpa. Você poderia repetir?
[rapaz que estava assistindo o trabalho]: Você acredita que o Homem-Aranha exista?
[resposta do ministrante do trabalho – i.e.: eu]: Hã-hã. Tanto que ele vai estar no próximo Partoba. Pode esperar.
(risadas gerais e o cretino só falta se enterrar)

Não dá pra reclamar do primeiro dia. Sério. Eu gostaria muito mas isso seria, no mínimo, uma tremenda falta de respeito primeiro com meus Irmãos de Matilha, depois com as pessoas que foram nos assistir e depois com a organização do evento (não pensem que não vou apedrejar vocês com bloquetes de concreto depois).
De quatro horas, foi pra duas. Não deu pra enrolar o pessoal como na SEMAL [*falta de assunto mode on*], mas foi um catatau de informações valendo na cabeça do povo. Eu só queria que eles fossem mais participativos e perguntassem mais e fizessem seus próprios comentários.
Mas valeu assim mesmo.

Poizé. Teve um “recital” de poesia. Eu tinha que participar! Vim até ao blog pra procurar alguma coisa pra recitar. Acabei achando um que escrevi bem antigo. “Estrutura” (que está em Vivendo de Passado). Uma menina recitou o dela (que eu nem sei se era o dela, pra falar a verdade) e eu recitei logo depois o meu. E, caralho, foi mais bem-recebido do que eu esperava, apesar de ser grandinho (e olha que eu escolheria o “Paredes Pintadas com Tristeza”, que é praticamente o dobro de “Estrutura” e muitíssimo mais tenso). E foi muito mais legal ainda, porque, pelo visto, não sei quanto a guria, mas dos caras, só eu recitei um poema de cunho próprio. E isso foi ótimo.

PORRA, EU IA ESQUECENDO! Como tinha gente pra caralho (UFPA e UEPA de vários campi), não tinha como lavar toda a louça na copa. Beleza. Grande idéia genial de jerico da coordenação (no sorry, Karina e Rubens): mandar o pessoal lavar numa torneira que tinha lá perto. VÃO SE FUDER ANTES QUE EU ME ESQUEÇA! O que tinha de gente que lava que nem a própria fuça (isso QUANDO lavava) não era nem o pior (mas não menos filha da puta, diga-se logo); o pior era quando deixavam a esponja CAIR NA VALA, passavam uma água e DEPOIS CONTINUAVAM LAVANDO COMO SE NÃO TIVESSE ACONTECIDO. Gaia e Odin e Deus que nos salvem e nos livrem dessas coisas. Eu quase tive um troço quando vi isso e o pessoal nem “tchum”.

[Fato tenso que DEVE ser relatado: de manhã, quando eu ia tomar banho, uma guria me parou e me deu o maior esporro sobre ficar bêbado, fazer merda e coisa e tal. Minha resposta: “Primeiro lugar: vai te fuder. Segundo: se eu quisesse ouvir um esporro desse, ficava em casa e ouvia da minha mãe, porque você falou tudo exatamente como ela fala sobre isso. Terceiro: nem fala mais comigo, só fala comigo se quiser transar comigo; senão, nem olha na minha cara”. Eu não a vi mais, parece que ela foi embora no mesmo dia ou depois. Foda-se.]


26.Fevereiro.2011 – Sábado.
Último dia de apresentação do que nos dispomos a ir. Eu sou um farrista e assumo pra quem quiser ouvir, mas quem me conhece BEM sabe que eu só fui a este evento porque meu trabalho foi escolhido. Senão ia ficar por aqui mesmo....
Lá fomos Tail e eu preparar a apostila da oficina pra passar pro pessoal. Estávamos quebrados devido Suzane (a muié do Muitas-Garras [que teve que ir embora no dia seguinte pra arcar com suas responsabilidades de professor de cursinho]) ter pedido pra ajudarmos a traduzir um resumo duma dissertação de mestrado pro inglês na noite anterior. Foi tenso demais, mas conseguimos resolver nosso probrema.
O cara da manhã foi uma merda. Minugado e miguelado pra caralho. Sorte que eu tava c’uma grana e paguei um completo muito do seu excelente depois de termos impresso a apostila-mater e ter mandado fotocopiado a mesma (a vadia da xérox ainda fez que nem a fuça escrota dela, ficou um caralho de escrota, chega deu vergonha passar aquilo pras pessoas) no campus da UF.

O segundo e último dia não seria na UF e sim numa escola que cedeu o espaço. O espaço não era ruim, sério. Mas deu uma cagada de última hora e tivemos que comprar uma extensão e um adaptador (tivemos que trocar em cima da hora porque o comprimento não dava – viva a nota fiscal), que no final acabaram nem sendo usados, todavia arrumaram um pra gente na tora em cima da hora lá, em cima da hora (Aline, eu te amo por isso).
Eu não esqueci o pen drive em cima da minha cama e o Tail teve que buscar pra podermos apresentar? Muita noobise extremeviolencepower from hell de minha parte, admito. Falta de auto-organização também não ajuda as coisas, a não ser a atrapalhar bastante. Sorte que eu já tinha um certo conhecimento do assunto a ser ministrado e isso ajudou em muito a gente enquanto o Tail fazia a missão final. O Jean ‘tava em modo automático, só passando os slides (eu também pesquei em muitos momentos, tanto que tive que sair da sala pra passar uma água no rosto depois que pesquei e quase caí em cima do Jean). O show foi mesmo do Tailson, que dissecou e explicou as partes mais importantes da apresentação.
Porém: o pessoal participou menos do que no dia anterior. Prefiro não pensar e não colocar nenhuma hipótese. Mas só de todos eles terem ido nos ver já compensou tudo. E eu não me lembro de ter dado desculpas tão sinceras a tantas pessoas de uma só vez. Foi muita gentileza da parte deles terem nos agüentado estes dois dias e não consigo... não conseguimos não ser-lhes menos do que imensuravelmente gratos – e nada menos do que isso – por causa disso.

No QG: Descansar porque ninguém é de ferro. Ainda ficamos zanzando por lá mas depois cada um pra sua cama e apagar. Deu uma cagada e eu acabei derrubando uma vodka que o Ricardo tinha comprado e acabei tendo que passar a minha pra ele (o safado acabou nem tomando tudo e me passando o resto – mas eu também tomei boa parte, mas quando que ia dar ponto sem nó!).
No colégio onde os trabalhos estavam sendo apresentados, teve o lançamento nº-não-sei-qual da revista do curso de Letras da UFPA, a Kamikazes. Nem todos os autores foram, mas os que estavam lá deram conta do recado: Guaxe (como editor da revista, ele tinha que estar lá, obviamente), Charlie, Mayara, Alan e Harley. Eles até levantaram uns temas muito importantes que serão levantados na próxima postagem QUE TODOS OS ALUNOS DAS LETRAS ESTRANGEIRAS DEVEM SE UNIR E SE LEVANTAR PARA LUTAR CONTRA!!!
Um pouco mais tarde, depois das nove, por aí (eu fui comprar mais birita com o Rob e com Tail – pensa na missão!!!), teve uma festa muito legal, duas bandas de rock tocaram, uma delas justamente o Nego Bode (ver XVIII SEMAL – Reporte do Encerramento, de 23 de outubro do ano passado), que poderia ter tocado mais SE o som estivesse ao agrado deles. A outra também foi legal, eles mandaram Foo Fighters (isso foi realmente do caralho!). Todo mundo agitou bastante – não sei quanto aos outros, e sim somente quanto aos meus. Teve até uma festa, TransEPEL, onde tinha mulher vestida de homem e homem vestido de mulher. Se eu me vesti de mulher? Nein, danke sehr. Não, muito obrigado. Mas me diverti MUITO vendo esse bando de filha da puta vestido de mulher (e valeu a viagem por ter visto o Mario-vestido-de-Puta-Aidética, o Dred de “Preciosa” [Carlos, nem te matando resolve! há, há, ha], o Robson-Puta-em-Glabro [essa foi, modéstia à parte, uma grande sacada de minha parte – ver informações sobre a forma Glabro em Lobisomem: O Apocalipse 3ª Edição, páginas 54 e 203-204], o Carlos-vestido-de-Amanda e a Amanda-vestida-de-Carlos [coitado do Alan que não sabia quem pegava, do jeito que ‘tava chapado!], o Ricardo-Puta-Fred-Flinstone e o Guaxe-Puta-Bróder). Não tem o filme Onde Vivem os Monstros? Lá era Onde vivem as BIBAS MONSTRO (muitos risos).
E...... Não lembro que horas apaguei. A última coisa que lembro que eram mais de três da manhã. É, Jean e Alan não tiveram nem como me carregar pro meu canto, tiveram que me arrastar mesmo, há, há, há. Tem como amar amigos desses?
(sim, teve uma parte escrota da festa: quando estava sentado n’uma mureta da quadra, o puto do Ricardo quase não me derruba?!? e ainda teve a cara de pau de dizer que foi só brincadeira!!! quase que meu coração sai pela boca! tive que beber mais ainda pra passar o susto...! tem gente que nem matando resolve...!)


27.Fevereiro.2011 – domingo.
Dia de picar a mula e botar o pé na estrada. Despedidas e mais despedidas e tem gente que far-me-á muitíssimoditoso se eu nunca mais ver em vida. Vai ter o EREL e vou ficar muito feliz se ver muitas caras novamente, ainda mais que vai ser EM CASA!
Como não tinha água no Q.G. e a família da Suzane é de Bragança, lá fomos ela + Maga-chan + eu tomar banho na casa dos avós dela. Voltando pro QG, acaba de arrumar as coisas, se despede da galera, tira as últimas fotos e se manda pro carro.
Tivemos que vir conversando (só quem não parecia estar nada a vontade com nossa conversa era a mãe da Suzane, Frau Zenalda, há, há, há) pra não cairmos no sono. Eu ainda dei umas cochiladas (das quais a Suzane me acordou), mas quem apagou mesmo e por um bom tempo foi Maga-chan. Bom pra ela.

Remetendo ao “Fator Parauapebas”: conviver com as pessoas é uma coisa, e morar com elas, nem que seja por um curto período de tempo é outra completamente diferente. É fato que não sou a pessoa de melhor convivência na face de Gaia, mas as coisas que eu vi e ouvi lá (inclusive as que participei como personagem)... vamos rir para não chorar e não matar ninguém no processo (oh, doch dass mir beiliegend), ok?




Apesar de todos os pesares – vai deixar saudades.
“Histórias pra lembrar, lembranças pra guardar”*




Reportar tudo isso cansou. Vou voltar a dormir!

bis zum dem breakin fuckin neuen Post!


* CPM22, “Coragem”, Chegou a Hora de Recomeçar, 2002.

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. rashei de rir véi. hahahahha
    Em alguns momentos me arrependi de não ter ido ao EPEL, mas em outros me senti orgulhosa de ter uma péssima memória e ter esquecido do encontro. =p
    :D
    Acompanho o teu blog pelo reader, ele é bastante interessante. Acredite. rs

    P.s: por acaso o menino que está na foto ao lado chama-se AULUS? =p

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  3. Sinceramente, sinto-me feliz por não ter ido...

    No mais, quem sabe nos encontremos no EREL...

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