terça-feira, 28 de junho de 2011

NÃO SEI SE FICO FELIZ OU PUTO DA VIDA

UM
E, hoje, eis que enfim apresentei o caralho do meu trabalho de PG cujo tema era Introdução à Ficção Cientifica e ao Cyberpunk. Não foi ruim, eu poderia ter sido muito melhor até. Mas ajudaria bastante o professor ficar procurando chifre em cabeça de cavalo me neurando a porra do saco com umas perguntas e comentários e análises que vou te contar...... Mas ainda bem que é lês mesmo, porque se fossem as professoras de outros cursos da FALEM, ai que a coisa ia ficar feia mesmo.
O pior foi ter que ser limado da data que eu apresentaria MESMO o trabalho – no dia do aniversário do Muitas-Garras (vou falar sobre isso mais lá pra frente, apesar da festa ter sido praticamente de 4ª pra 5ª) e no dia que apresentaria minha comunicação sobre Guerra do Vietnã no I Simpósio de Literatura Estrangeira da UFPA (outro assunto a ser tratado ainda hoje).
Herr Arnegger, no começo do semestre, passa duas listas pra gente – uma com datas de apresentações e outra com temas a serem escolhidos. Ok. Aí como Tailson e eu ‘távamos pilhados com Sci-Fi e Cyberpunk, escolhi duas datas para os temas: a primeira no dia do niver do Muitas-Garras (Intro à SF) e a segunda pra hoje (Intro ao Cyberpunk). E ninguém nem “tchum”. SÓ QUE NINGUÉM APRESENTOU SEU TRABALHO NO DIA ESCOLHIDO! E quando eu ia apresentar o meu, só faltaram me bater! “Eu ainda não apresentei o meu e ‘cê num vai apresentar na minha frente!” “Cumassim, caralho?!?” Lá eu tenho culpa de vocês não estarem com seus trabalhos prontos e os trabalhos já apresentados serem muitos mais pra menos? Num tenho, porra!!!!
E, se eu já era taxado de filho da puta na “minha” sala, imagina agora........

DOIS
Primeiro Simpósio de Literatura Estrangeira da Universidade Federal do Pará.
20 a 22 de junho de 2011. Auditório Paulo Mendes. Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará.

A Faculdade de Línguas Estrangeiras Modernas (FALEM) do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) é composta por quatro habilitações. São elas: habilitação em Língua Alemã – chefe de câmara: Profª. Patrícia Steffen –, habilitação em Língua Espanhola – chefe de câmara: Profª. MsC. Nélia Martins –, habilitação em Língua Francesa – chefe de câmara: Profª. MsC. Sonia Lumi – e, por fim, habilitação em Língua Inglesa – chefe de câmara do turno matutino: Profª. MsC. Larissa Rodrigues ; chefe de câmara do turno noturno: Prof. MsC. Marcus Araújo.
Ok. Tanto eu quanto Tail apresentamos dois trabalhos.
Apesar do trabalho ferrado/tenso que o CAL teve pra fazer o evento, posso dizer que a participação tanto dos discentes da FALEM quanto da FALE foi um pouco melhor do que pífia. Isso me deixou puto, sabe? Olha o interesse da galera em literatura dentro do curso. E olha que ‘tá surgindo espaço dentro do curso pra fazer trabalho e o pessoal nem...
Ah, e no do ano que vem, quem vai falar de literatura de língua alemã SEREI EU. Colocaram Herr Pressler e Frau Castelo Branco pra falar e ELES NÃO FALARAM NADA! Profª. Rosane: Heidegger e Schopenhauer NÃO SÃO/ERAM LITERATOS!!! Prof. Pressler: DALCÍDIO JURANDIR NÃO É/FOI ESCRITOR DE LÍNGUA ALEMÃ!!! No final, acabou sobrando pra mim mesmo falar de literatura alemã, uma vez que um dos meus trabalhos escolhidos foi justamente o que apresentei em PLG ano passado: Breve Panorama da Literatura da República Federativa da Alemanha. Mas este teve que ser bem mais rápido, pois, ao invés de uma aula, eu só tinha 20 minutos, 25 no máximo. Mas foi legal assim mesmo e todo mundo gostou. Tinha até gente do alemão lá (não quem eu gostaria, mas valeu à pena do mesmo jeito).
O de Guerra de Vietnã que apresentei do dia da comemoração do Muitas-Garras também foi bem legal e igualmente muito bem recebido. Os dos Tailson – bem, eu sou ÜBERHIPERTURBO suspeito pra falar do cara, né? – fizeram os noobs não-nerds meio que virarem a cara, mas tudo bem assim mesmo.
Assim que der, vou pegar a programação completa e posto aqui.

TRÊS

Pra terminar o dia, a afirmação do óbvio: a comemoração do aniversário do Muitas-Garras foi muito do seu FODA! F.O.D.A.!
Muitas-Garras, Herr Samuel, Frau Alice, Magali, Leia Skywalker: obrigadíssimo de coração pela hospitalidade. Neutão e Giselda, Jean, Lucas, Momó, Marco Antônio, Robson, Charles, Sandro, Carlos, Rafael “Calouro”, Suelaine, Thor, Papa, Naryga, Wilson, Gustavo, Bruno, Priska e Ricardo: valeu pela pré, seus putos!

QUATRO
Depois d’A Floresta do Suicídio, hora de comer livros sem figuras de ilustres germânicos!
Noites Florentinas, do altamente reconhecido e recomendado “último romântico” alemão Heinrich Heine (1797-1856). No original, Florentinische Nächte, de 1833. Tradução para o português brasileiro de Marcelo Backes, que também escreveu a introdução. São Paulo: Mercado Aberto, 1998, 122 páginas. Todo mundo sabe que o Machado de Assis deve muito do seu estilo ao The Life and Opinions of Tristram Shandy, Gentleman, romance escrito pelo inglês Laurence Sterne. Mas, ao ler este Florentinische Nächte, dá pra fazer um diálogo muito pertinente entre os três, ainda considerando que Herr Heine é o meio termo entre o brasileiro e o anglófono. Ele é um dos caras eu, sim, eu queria ter como AMIGO pra falar BEM de mim (ou quase isso, mas deixa quieto), porque o contrário.......
Casa Indefesa
. Um dos clássicos do Nobel de literatura de 1972, Heinrich Böll (1917-1985). No original, Haus ohne Hütter, de 1954. tradução para o português brasileiro de Jorge Rosa. Lisboa: Livros do Brasil, 341 páginas. Böll era um dos maiores críticos e destruidores do “milagre econômico” e da reconstrução da Alemanha Ocidental, refletindo, junto com outros autores a verdadeira desesperança de uma geração destruída tanto pela guerra quanto pela divisão de seu país. Esqueçam os franceses pós-1ª Guerra e os estadunidenses pós-29 – os literatos mais destruidores do século XX ainda são os alemães dos dois lados do Muro!!!








(vai te fuder, Quilômetros, disse que ia falar pouco na postagem anterior! mas quando!)

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