quinta-feira, 14 de março de 2013

AO DIA DA POESIA……………………

Ouvindo: Bambix, Crossing Common Borders, de 1996

“O poeta é o deus poderoso de um mundo paralelo; a palavra, sua criatura. ‘Com a palavra’ – disse Cecília Meireles – ‘exerço meu domínio sobre o mundo’. O poeta é o Senhor absoluto dos neologismos, imune a intolerância inquisitorial dos guardiões da língua portuguesa por conta da licença poética. É o tradutor da palavra de Deus, provido de talento inerente: o dom. Embora Deus tenha feito o homem sua imagem e semelhança, o Criador não fala a língua da criatura, apenas os poetas e os anjos celestes codificam sua mensagem em versos. A poesia é, portanto, a palavra de Deus sussurrada pelos seus ventríloquos, ecoada dos seus oráculos, psicografada pelos seus médiuns, vaticinada pelos seus profetas. Parodiando certo versículo, o amor divino reside naquele que fala a língua de alguns homens e dos anjos. Imortais, eternos como as divindades, esses homens, os poetas, não morrem. Eles passam a viver nas suas obras.”
– Extraído do texto “POESIA: instrumento revolucionário”, inscrito no IV Concurso de Redação para Professores, promovido pela Academia Brasileira de Letras e Folha Dirigida em 2004.


Como hoje é Dia da Poesia, eis mais uma declaração braba!

[por enquanto sem título]

SENTIMENTOS são diferentes tipos de explosivos
E as pessoas são diferentes edificações
No meu caso, é saudade em formato de trinitrotolueno
Corretamente distribuído por um prédio inteiro.
Saudade = dinamite
Frustração = fiação elétrica
Que interconecta tudo e está sempre a um minuto de destruir o que conheço como mundo...!
Isso tudo não me impede de viver, de comer, de continuar e de fuder
Mas ela é uma das primeiras imagens que me vêm quando começo a escrever...
Palavra fora do discurso que sempre aparece no contexto
Mesmo que eu não duvide ser devidamente evitado ao estar fora do meio...
Antes o gozo uno agora um átomo de urânio após a fissão
Agora o gozo para ser completo: o átomo de carbono com outros diferentes que formam cadeias completas fechadas e funcionais.
Rainha de outro rei, Senhora de outro vassalo
Cidade sempre recém-erigida, novos upgrades à perspectiva de vida e ao conhecimento de mundo sempre recém-adicionados
E será... E será que vão preencher a turbina retirada do foguete?
O tempo é a betoneira que produz concreto que preenche o buraco.
Inveja só faz o mundo parar se você quiser, mas compreenda que o mundo não precisa de ninguém para seguir em frente:
Corridas Armamentistas, Política Externa, Tsunamis-na-Economia!
A pergunta “por que não comigo?” me irrita (e as respostas mais ainda) mas não me impede de dormir...
Como medir a intensidade de explosivos que têm formatos de sentimentos?
Será que é possível medir paixões com escalas sísmicas?
Porque, cada vez que vos tenho em meu campo de visão, me sinto como um terremoto capaz de arrasar completamente Belém do Pará.

:: 14 de março de 2013 ::
:: Prática de Ensino e Aprendizagem de Alemão, Profª. Patrícia Möller-Steffen ::




Bis zu dem breaking fuckin neuen Post!

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