segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

poema achado no fundo da mochila

[por ora, sem título!]

EU ainda lembro do quão fiquei encantado da primeira vez que te vi
Não lembro o dia da semana, lembro que era à noite
Era uma disciplina que eu já devia ter passado mas acabei abandonando porque me emputeci com o professor e a metodologia por ele utilizada
Eis então que acabei assinando meu doutorado de estupidez e certificado de permanência
Ainda não acredito que entendo lógica de Cálculo e de muitas disciplinas relacionadas à Construção Civil e às próprias Ciências Exatas
Mas maldito seja eu por não conseguir sequer abstrair essa porra!!!
Foda-se, eu ainda lembro do professor e da professora falando e eu não entendendo porra nenhuma
E consequentemente reprovando e reprovando.
Foda-se, tudo poderia ter sido evitado se eu fosse menos doente mental retardado e ter sido mais paciente e não irascível inconsequente
Mas não, doentes mentais retardados não fazem merda nessas proporções
Então aconteceu tudo o que aconteceu... E deu no que deu...
Eu gostaria de poder evitar termos nos magoado e nos destruído como...
O que nos resta agora? O que somos agora?
Escombros e destroços de submarinos nucleares e ônibus espaciais
Ainda permanecemos e seguiremos adiante independentemente do quão estejamos fudidamente destruídos.
Ainda tentamos e aconteceu o que aconteceu e ainda não sabemos o que fazer
Ainda estamos tão ligados e não sabemos como desconectar
Ainda me pergunto porque não demos certo de fato, mesmo já tendo uma lista de repostas coerentes e aceitáveis
Poderíamos ser um eternamente, mas (infelizmente!) não é assim que a banda toca...
Erros e acertos, encontros e desencontros, apostas, (in)certezas, (des)esperanças
Minas Tirith de areia derrubadas por tsunamis ou atingidas por cruzadores imperiais
A um ano atrás, eras minha Ama e Senhora; a um ano atrás, o mundo era nosso
A um ano atrás, as pontas dos tridentes dos demônios do passado eram bem mais afiados
Apesar do Rio de Janeiro, de Boa Vista, de Cuiabá e Uberlândia, Castanhal e Goiânia, Marabá e Florianópolis ainda me fazem passar madrugadas acordado
 A um ano atrás, nem tantas canções me faziam você me vir à mente
Versos e estrofes e sons se formando até formar o seu rosto
(Eu adoro o seu sorriso, só pra constar)
Lembro de quando mandava a aula as favas e ficava te admirando a aula inteira
E então o preço que paguei
E então também madrugo pensando em como tudo seria (poderia ser) diferente caso eu tivesse passado da primeira vez...

:: Psicolinguística, Profa. Dra. Gessiane Lobato Picanço ::
:: 25 de novembro de 2013 ::

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Você está em solo sagrado!
Agora entalhe com vossas garras na Árvore dos Registros e mostre a todos que virão que você esteve aqui!!!