segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

INDUSTRIALIZAÇÃO DISTRITAL

Ouvindo: Green Day, Dookie, de 1994.

“De onde eu venho
Você não vai acreditar
E o pouco que tenho
Gastei pra vir aqui te buscar
 
Lá o tempo parece passar devagar
E quando eu venho
Me dá vontade de voltar
 
E a minha casa você vai ver
Sem portão e sem TV
E os meus vizinhos me emprestam
As tiras do jornal
 
E ainda assim falta você
Ainda assim falta você
 
No fim da dia todos poem as cadeirinhas
Pra sentar e conversar
De como foi o dia
Aqui neste lugar
 
E ainda assim falta você
Ainda assim falta você
 
Vou voltar, voltar pra você, San Ronalda
Vou voltar, voltar viver, San Ronalda”
– Caqui, “San Ronalda”, do álbum Dia de Sorte, 2003

Hoje fui tirar minha enésima carteira de identidade. Onde? Em um fim de mundo aqui em Ananindeua conhecido como DISTRITO INDUSTRIAL, a Terra Natal dos grandes Irmãos-Lobos Alanzinho, Silmara (ainda do Anchieta) e Rodrigo “Bob Rock” Marchand. Não é difícil encontrar um lugar quando você sabe pra quem perguntar onde o local fica (valeu, Alan! valeu, Paloma!).
E.................. Tem algo de verdadeiramente poético naquela “terra desolada”.... Deve ter sido num lugar desses que o Green Day escreveu “Welcome to Paradise”, do Dookie (de 1994). Também não teve como não lembrar de Alagados” (do álbum Selvagem?, dos Paralamas, de 1986). E “Subúrbio Operário”, dos Garotos Podres (do Pior Que Antes, de 1988). É, só dessas três mesmo...

Green Day, “Welcome to Paradise, do álbum Dookie, de 1994
 
Os Paralamas do Sucesso, “Alagados”, do álbum Selvagem?, de 1986
 
Garotos Podres, “Subúrbio Operário”, dos Pior Que Antes, de 1988

Eu achei, de primeira, estranho pra caralho, mas depois... Sei lá... Melancólico... Visceral... Algo bem punk, bem heavy metal, um celeiro de bandas desses estilos. As pessoas, feições, sorrisos, a apatia. Até a forma que o sol brilha lá parece ser diferente do resto dos outros lugares. Uma sensação de “acabou a III Guerra Mundial e o mundo recomeça exatamente mais ou menos desse modo – Distrito Industrial”. Deve ser foda crescer em um lugar assim. Deve ser foda viver em um lugar assim. Eu posso estar errado.
E, sim, eu gostei do lugar.

(mas admito que ter visto uma faixa onde se lia em letras garrafais “PREZENTE de Deus” em uma loja logo na entrada do bairro me fez querer furar os olhos)


PRA TERMINAR:
1
 
Lendo com afinco: Antologia do conto brasileiro: do Romantismo ao Modernismo, da coleção Lendo & Relendo, da Moderna. Autores como Dalton Trevisan, Machado de Assis, Clarice Lispector, Lima Barreto e Álvares de Azevedo (eu morria e não sabia que esse caralho também escrevia em prosa!) marcam presença nessa antologia fodaça organizada  pelo Douglas Tufano (e ainda bem que não tem o culhão do Guimarães Rosa).

2
Quadrinhos recomendados?
Balas Perdidas, de David Lapham (Feras [que também e ultramegafodônica pra caralho], Justiceiro vs. Demolidor: Meios e Fins) no argumento e arte. Mini em três partes com tradução de João Paulo Lian Branco Martins, a.k.a. Jotapê Martins para a Via Lettera. Altamente destruidor, o coração fica na boca no fim de cada história. Altamente recomendado se você gosta de violência crua mas que não seja gratuita.  
Aliens Mutantes, de Bill Plympton no argumento e arte. Volume único traduzido por Ederli Fortunato para a Conrad. As palavras “Surreal” e “Sublime” e “Chapante” definem. Também quer esperar o quê de um maluco que fazia vinhetas para a MTV-USA? (se você acompanhava a MTV-Brasil até idos de 1999 vai saber do que estou falando). Não perca a oportunidade de ler nenhuma das duas caso tenha a oportunidade..

3
“FELIZ ANIVERSÁRIO!!!” e “MUITOS ANOS DE VIDA!!!” a RAFAELA DA PAIXÃO GURJÃO e ADRIANO “FYODA” ARAUJO!!! Y0U 4R3 FUCK1NG 0N3S!!!!


 

É isso ai!

Bis zu dem breakin fucking neuen Post!

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