sábado, 25 de abril de 2015

[dritte] DICHTUNG AND DIE MARIE...

[¡sem título!]

ENTÃO é assim:
Assim que termina dessa vez, mais uma vez?
Indolor, (não tão) indolor
Ainda bem que nunca mais me iludi, só precisava confirmar.
Poucas palavras dizem tudo
Silêncio e atos mais ainda;
Mas nada que uma boa conversas simples entre suas pessoas que se entendem muito bem resolva.
Então é assim: enfim e novamente tudo como antes daquela noite de sexta-feira
Não, não, já era assim faz tempo
Agora a chave do meu coração nas minhas mãos novamente
Não, já estava mas eu me recusava a acreditar.
Eu preferiria terminar pessoalmente mas melhor não, já que contratamos e determinamos desde o começo
E desde o começo tudo o que planejamos
E começamos e terminamos e permanecemos ajustados, conversados, convergentes, companheiros e acertados
Mesmo que odeie o termo “amigo” apesar de tudo
E, apesar de tudo, então e tudo isso agora
E agora...? agora sonho e lembrança e não o “poderia ter sido” e sim o “como poderíamos ter continuado”
E talvez (talvez “talvez não mais”) mais nem isso.
O problema não é nem recomeçar nem seguir em frente,
É não sentir mais saudade nem falta nem lembrar mais
É não mais querer, nem desejar nem passar a noite acordado e nem dormir depois que amanhece lembrando e lembrando
De sua vez, boca, bunda, cintura, voz, corpo e gozo
De seus risos e comentários e carinhos e bem-querer e companheirismo.
As melhores lembranças de amor correspondido à altura são mais fortes e perpétuas
E mais uma vez dormir sozinho nesta cama que também já foi sua e não falar em voz alta que desejo novamente
Que seja mais uma vez pela última vez.


:: para Sanmarie Rigaud dos Santos ::
:: 24 de abril de 2015 ::

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