domingo, 7 de junho de 2015

[zwei eins Males] AN DIE MARIE...

Ouvindo: Marisa Monte, MM, 1989.


AI DE MIM! (Dichte geschrieben am Autobus)

AI DE MIM!, ai de mim!
Ai de mim por Vós ai e eu aqui
Sem Vós aqui para eu fazer Primeira e Única e Última
E Ama e Senhora e Dama e Princesa e Rainha
E tão e indubitavelmente e incomensuravelmente feliz.
Ai de mim o tolo que sofre estupidamente
Imaginando Vós em outros braços e outros beijos que não os meus
Mesmo sabendo... Mesmo considerando nossos acordos e tratados
Nossa Tordesilhas, Verdun, Potsdam, Asilomar e Kyoto...
Mesmo vendo e apaixonando por todas que aparecem e desaparecem e vêm e vão frente ao stand da Feira do Livro
Apaixonando e desapaixonando e suspirando
E sonhando acordado com Vós aparecer e me agraciar com o mais radiante dos sorrisos e mais confortável dos abraços e os mais saborosos e voluptuosos beijos.
Ai de mim!, dizer Vosso nome em suspiros
E, apesar de todos os pesares contados nos dedos de uma mão, meu coração como um todo e todo e completamente todo ai Convosco.
E eu aqui triste por Vossas tristezas, frustrado por Vossas frustrações e em verdadeiro e inegável júbilo por Vossas vitórias e conquistas.
Ficai somente feliz e em júbilo e gozo, Morena-Marinheira-do-Arrozal, porque, como disse o artificie de literatura cujo nome não lembro,
Quando ficares triste, em lástima, frustrada, desgostosa ou derrotada
Não ficai, não ficai, não ficai
Eu ficarei por Vós, eu ficarei por Vós, eu ficarei por Vós.
À Marinheiras, Princesas, Damas não cabe a Melancolia e seus pares.
E ai de mim! em saudade...!
Ai de mim! em espera...!
Até Primeiro de Julho toda manhã e toda noite cada vez mais longas...
E então e então finalmente e então finalmente novamente Vós aqui!
E então feliz de mim! Feliz de mim!
Vós aqui comigo a mim e para mim!


:: para Sanmarie Rigaud dos Santos ::
:: 05 de junho de 2015 ::
:: da tradução do título: do alemão, “poema escrito em ônibus” ::


ASSIM DISSE A MARISA

NÃO é qualquer pessoa... Não são quaisquer...
Eu já deveria saber... Eu já sabia
Só estava me enganando alimentando falsas esperanças
Esperanças em continuar como antes e vós aqui
Como tu ainda por aqui.
Fim iminente, fim já previamente determinado.
Eu ainda aquele o pior cego que não quer ver o óbvio...
Onde tu agora? Onde vós agora?
Onde agora além de em meu coração?
Onde agora além de excelentes lembranças grafadas em pedra?
Enquanto permaneces um pictograma talhado em rocha
Me imagino me esvaindo de sua memória em velocidade moderada
Devido falarmos sobre praticamente tudo todos os dias
Todos os dias quase o dia todo...
Entendo perfeitamente
Diferença de mentalidade... Diferença de perspectiva
Mudança de perspectiva
Mudança e redução constante da velocidade da reação exotérmica:
Ao contrário da letra da música da Marisa.
Não tão contrário, mas os sintomas por ela tão bem descritos
Tão bem e muito bem nos descrevem atualmente.
Eu não devia pensar sobre? Porque eu me torturo pensando tanto
E parece ser tudo em vão.
Talvez seja mesmo
Já que não consigo não imaginar que já acabou e só eu não consigo ver.
Mais um Fim do Mundo, mais um Fim de Tudo
Mais um ver-partir, seus cabelos esvoaçados pelo vento invernal
Cujas correntes quebrando em seu rosto sem olhar para trás
Ao som de uma cantiga de despedida
Sussurrada pelo cantar de adeus passarinhado de Marisa.


:: para Sanmarie Rigaud dos Santos ::
:: 06 de junho de 2015 ::
:: a canção da Marisa Monte citada no texto é “A Sua”, composta pela dita ::

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