domingo, 16 de outubro de 2016

“A obra de arte permanece um fenômeno extremo que uma dedução mais geral a partir da produção social não poderia atingir na sua especificidade. Entre a generalidade do capital e a particularidade da obra se estabelece uma confrontação que nenhuma mediação poderia resolver. Por certo, a obra se inscreve num contexto social em que ela encontra, também seus limites. É preciso, assim, explicitar os diferentes momentos que se originam da situação histórica, descrever precisamente a sua constituição, para que apareça, justamente, o que já de irredutível na obra de arte. Se, portanto, certos momentos do processo social encontram sua expressão na arte, a particularidade dessa expressão manifesta, ao mesmo tempo, que ela não pode ser reconduzida inteiramente `sua origem social.”
- Jeanne-Marie Gagnebin, “A propósito do conceito de crítica em Walter Benjamin”.

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