sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

“O sonho dos românticos é superar a consciência da impossibilidade de uma compreensão correta, transparente, de um outro – pois alteridade implica justamente isso, uma dimensão de inacessível – através de um salto para muito além do obstáculo, tentando, por meio da linguagem, compreendê-lo melhor do que ele compreende a si mesmo, reconstruindo ao avesso as trilhas por ele percorridas. A ironia da episteme romântica é precisamente esta. Não se pode alcançar o outro, mas sua emulação deveria, quem sabe, levar nosso próprio movimento a ultrapassá-lo.”
– Victor-Pierre Stirnimann, Schlegel, carícias de um martelo, 1989.

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