quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

“Quando Novalis dividiu as traduções entre gramaticais, modificadoras e míticas, estava implícito que apenas as pertencentes à última categoria seriam satisfatórias; quando Schlegel lamentou-se do que é perdido em todas as traduções costumeiras, falava da mesma coisa. Uma tradução gramatical exige pouco além de talento mímico e inclinação filológica; a modificadora, conquanto perigosa, releva ao menos o ímpeto de uma natureza que reage à influência e ao chamado de outro espírito – não deixa, afinal, de exigir uma certa fantasia. Traduções míticas, por sua vez – demandam algum gênio – há que compreendê-las à luz do enfoque radical conferido por Schlegel ao conceito de crítica: a tarefa de determinar o valor de uma obra pela reconstrução de se engendramento e de sua estrutura, comparando-a a seu próprio ideal.”
– Victor-Pierre Stirnimann, Schlegel, carícias de um martelo, 1989.

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